ThyssenKrupp Constrói no Brasil o maior
Complexo Siderúrgico da América Latina

A construção do conglomerado industrial siderúrgico-portuário, erguido às margens da Baía de Sepetiba, está localizada no distrito de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro e se chama Porto Centro Atlântico do Complexo Industrial da Companhia Siderúrgica do Atlântico – CSA. Construído numa área de 9 km2, equivale em tamanho aos bairros de Ipanema e Leblon, da mesma cidade.

Trata-se de um megaprojeto, que terá capacidade de produzir 5,5 milhões de toneladas de semi-acabados (placas) de aço/ano - para suprimento de instalações produtoras de chapas de alta qualidade localizadas na Europa (Alemanha) e nos Estados Unidos.

A construção da ThyssenKrupp CSA, associada à Vale, faz parte da estratégia de crescimento da alemã ThyssenKrupp, para reforçar a sua presença internacional.
O Complexo Industrial CSA, além da Usina Siderúrgica, é complementado por uma termoelétrica própria com capacidade de geração de 490 MW de energia e por seu Terminal Portuário composto por um píer com dois berços de atracação numa extensão total de 700m e uma ponte de acesso com 3825m de extensão.

O projeto executivo das estruturas do Terminal Portuário bem como sua fiscalização, foi desenvolvido pela RAM ENGENHARIA LTDA, no período de janeiro de 2007 a março de 2009, acompanhando o andamento da construção.

Ponte de Acesso aos Píeres

A ponte de acesso aos píeres foi projetada com extensão total de 3.825 m (três mil, oitocentos e vinte e cinco metros) iniciando na margem direita da Baía de Sepetiba e terminando na profundidade mínima de 6,0 m na ligação com o píer de graneis sólidos e produtos siderúrgicos.

Possui largura total de 17,62 m e tem pista dupla de rolamento com 4,0 m cada uma, dois acostamentos laterais de um metro cada, dois guarda rodas de 0,40 m, um espaço do lado direito, de 4,87 m para acomodar dois transportadores de correia dispostos verticalmente e ainda uma canaleta com largura de 1,83 m para escoamento de correntes aquosas pluviais ou provenientes de limpeza das áreas do píer e da ponte com eventual presença de óleos e sólidos de carvão em suspensão.

A ponte foi projetada considerando, além do trem tipo rodoviário classe 45 conforme definido na NBR 7188, o trem tipo para transporte de produtos siderúrgicos constituindo de dois veículos carregados, dispostos paralelamente nas posições mais desfavoráveis para o dimensionamento, juntamente com a atuação de carga uniforme distribuída de 5 kN/m2 avante e à ré dos veículos.

Cada veículo carregado tem peso total de 1.585 kN sendo 4 eixos de 350 kN cada, 2 eixos de 75 kN e um eixo de 35 kN.

O dimensionamento da obra foi feito considerando para efeito de fadiga 8.000.000 (oito milhões) de ciclos de passagem do veículo, para atender a demanda da siderúrgica ao longo de sua vida útil.

A extensão total da ponte de 3.825 m foi dividida por juntas em 31 módulos de estrutura contínua de 119,0 m com 7 (sete) vãos de 17,0 m e 1 modulo de 136 m com 8 (oito) vãos de 17,0 m.

O tabuleiro da ponte é de concreto armado, constituído de 6 (seis) vigas longitudinais pré-fabricadas, justapostas em forma de “T” e a canaleta de drenagem pré-fabricada em forma de “H”. As vigas se ligam entre si e com a canaleta transversalmente através de concretagem “in situ” dos trechos extremos adjacentes dos afinamentos das lajes. A monolitização dos vãos se realizou por concretagem “in situ” com ligação da travessa de apoio.

Foram executados 952,0 m de extensão da ponte em vigas longitudinais protendidas e 2.873,0 m de extensão em vigas de concreto armado.

Para os primeiros 2.618 m correspondentes a 22 módulos de 119,0 m a infra-estrutura é constituída de pórticos espaçados a cada 17,0 m formados por uma travessa de 19,72 m apoiada sobre 3 (três) estacas verticais.

Para cada módulo restante de 119,0 m a infra-estrutura é formada por 8 (oito) pórticos espaçados de 17,0 m sendo 7 (sete) constituídos de uma travessa de 19,72 m apoiada sobre uma estaca vertical central alinhada e duas estacas inclinadas de 1H: 6V formando um cavalete transversal e 1 (um) pórtico com uma travessa de 19,72 m apoiada sobre 4 estacas alinhadas, inclinadas longitudinalmente 1H:4V formando 2 cavaletes, para absorver os esforços longitudinais e posicionado próximo ao centro do módulo.

A infra-estrutura do módulo de 136,0 m foi projetado com a mesma configuração da infra-estrutura do módulo de 119,0 m apenas com mais 1 (um) pórtico.

Em apenas uma extremidade de cada módulo foram utilizados para apoio das vigas e canaletas aparelhos de apoio tipo neoprene com teflon.

Foram utilizadas estacas de concreto armado protendidas com seção reta anelar, de diâmetro externo 80 cm e interno 50 cm, e capacidade de carga nominal máxima de 3.150 kN.

Todos os elementos da obra foram executados com concreto de alto desempenho com fck > 40 MPa.

Devido a existência de camada de argila mole a muito mole no inicio da ponte, com cerca de 20 m de espessura, foi elaborado um projeto geotécnico do Encontro da Ponte, constituído de uma estrutura em tijolos de concreto leve com amarração através de geogrelhas; concreto armado e utilização de bermas de equilíbrio para vencer o desnível entre o terreno natural e o nível da ponte e evitar instabilidade do solo e também empuxos longitudinais críticos ao dimensionamento das estacas de fundação da ponte.

thyssenkrupp-5thyssenkrupp-6thyssenkrupp-7

 



     

    Preço
    R$ 399,90
    à vista

    ou em até 10x de R$ 39,99


    Preço
    R$ 109,90
    à vista

    ou em até 3x de R$ 36,63

    M_in_noticia