Terminal Intermodal em Pinheiros

Para vencer vãos com 24 m, terminal de ônibus urbano conta com estrutura em aço e cobertura estaiada

Vista geral do terminal e do conjunto que integra as estações do metrô, à esquerda, e de trem da CPTM, ao fundo, com o terminal de ônibus

Parte do conjunto de Projetos que compõem a Reconversão Urbana do Largo da Batata, no bairro paulistano de Pinheiros, o terminal intermodal foi implantado junto às estações homônimas do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para atender a 27 linhas de ônibus municipais e intermunicipais 123 ônibus por hora que em grande parte têm como parada final a Avenida Brigadeiro Faria Lima.

A estimativa é que o local possa receber cerca de 80 mil passageiros por dia.

O projeto foi desenvolvido pelo escritório Tito Lívio Frascino Arquitetos Associados em parceria com a Sistran Engenharia e a SPTrans (São Paulo Transporte). No total, o terminal tem 500 m lineares de plataformas de ônibus, o que resulta em uma cobertura de aproximadamente 8 mil m2. Sob o terminal há, ainda, um estacionamento de 11.750 m² com capacidade para 403 veículos e um bicicletário que recebe até 100 bicicletas.

Grandes vãos

Como era necessário ter vias de passagem livres para os ônibus, foi essencial conceber uma estrutura com poucos pilares de apoio e capacidade para vencer vãos de mais de 20 m. "Para a cobertura do terminal, não houve dúvida quanto à utilização do aço, material que permite vencer grandes vãos com leveza", lembra Tito Lívio Frascino, arquiteto responsável pelo desenvolvimento do projeto. "A solução também contemplou ampla iluminação natural dos espaços internos", afirma o profissional, que se refere à composição da cobertura com estrutura em aço.

Soluções em aço

O engenheiro responsável pela estrutura, Alberto Hamazaki, afirma que esse foi um dos projetos em que ele mais teve trabalho por lidar, simultaneamente, com parâmetros como a redução do número de pilares, os grandes vãos, a necessidade de iluminação natural e a curvatura da cobertura. "Fizemos várias simulações em relação às condições de vento", conta ao explicar que a estrutura também está sujeita a esse tipo de carga de sucção. A solução foi adotar estais tubulares em aço e não cabos. "São rígidos, não flexíveis. Isso evita que o material levante com o vento", pontua Hamazaki.

Torres de aço independentes chegam ao topo com duas colunas em perfil caixão quadrado.

A estrutura do terminal é formada por 14 torres de aço independentes, que nascem em quatro bases de apoio inclinadas. Elas chegam ao topo com duas colunas em perfil caixão quadrado, com 30 x 30 cm, onde foram aparafusados os estais – tubos de aço de 20 cm de diâmetro. A ligação com a cobertura em si é feita por meio de vigas mestras treliçadas curvas, o que proporciona, segundo Hamazaki, excelente estabilidade horizontal. O aço foi utilizado nos pilares, no vigamento longitudinal, nas vigas curvas de suporte da cobertura, nas terças, calhas, claraboias e na cobertura zipada. "O uso da estrutura em aço e demais complementos metálicos foi primordial neste caso, com expressiva leveza na estética da obra", explica o engenheiro.

De acordo com a SPObras (São Paulo Obras), "além de ser bonita, economicamente viável, fácil e rápida de ser instalada, a cobertura metálica é, também, adequada ao uso e à infraestrutura existente no local".

Projeto arquitetônico: Tito Lívio Frascino Arquitetos Associados
Área total do terminal: 9 mil m²
Área da cobertura: metálica: 8 mil m² de telhas metálicas zipadas
Aço empregado: patinável de maior resistência à corrosão atmosférica
Volume de aço: 860 t (cobertura) e 1,4 mil t (em toda a obra)
Projeto estrutural: Engenheiro Alberto Hamazaki
Fornecimento e montagem da estrutura de aço: Usiminas Mecânica
Execução da obra civil: Consórcio Largo da Batata
Local: São Paulo, SP
Data do projeto: 2010
Conclusão da obra: 2013

 

Fonte:

CBCA - Revista Arquitetura & Aço - Edição 38

 

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