Telhas de Aço

Normas são revisadas estabelecendo novos parâmetros dimensionais e tolerâncias para telhas trapezoidais e onduladas

A principal meta do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) de Telhas de Aço é o combate à informalidade. Para isso, o setor pretende aumentar o número de participantes do programa, que conta atualmente com 20 indústrias. Ao todo, há cerca de 130 empresas fabricando telhas no País, segundo Lucas Barbosa, vice-presidente de Coberturas da ABCEM (Associação Brasileira de Construção Metálica), entidade que gerencia o programa com o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).

Com o intuito de sensibilizar os fabricantes associados, o Grupo de Trabalho de Tecnologia e Qualidade da ABCEM, criado por seu Comitê de Coberturas Metálicas, contratou um consultor externo e já realizou 10 workshops para grupos formados por até 10 empresas, possibilitando a distribuição dos custos da consultoria. Os encontros tratam da apresentação de conceitos para a implementação de um sistema de Gestão de Qualidade e requisitos do PSQ, além de visitas técnicas mensais realizadas nas fábricas envolvidas.

O aumento de empresas formais facilitaria outro desejo do setor, que é o crescimento do consumo de telhas de aço no mercado de coberturas. Segundo Barbosa, esse número ainda é pequeno, não chega a 10%. Dessa forma, o segmento, com o apoio das siderúrgicas, pretende iniciar neste mês um trabalho de divulgação de telhas junto aos consumidores, priorizando empresas que possuam o selo ABNT. "Queremos aumentar, inclusive, a participação de telha de aço zincada na construção de casas populares", diz Barboza.

Outra frente de ação significativa para a adequação ao processo de qualificação das empresas foi a revisão das normas NBR-14.513 (telhas onduladas) e NBR-14.514 (telhas trapezoidais), que estabelecem os requisitos que as telhas de aço com revestimentos específicos devem atender para a construção de telhados e fechamentos laterais.

Segundo o IBS, a principal mudança nos requisitos da matéria-prima (bobinas de aço zincado) foi a definição de uma massa mínima de revestimento, de 260 g/m2 (soma das duas faces) para as telhas zincadas com cristais normais ou minimizados, com ou sem pintura. No caso de revestimento com liga alumínio-zinco por imersão a quente, com ou sem pintura, essa massa deve ser de no mínimo 150 g/ m2 (soma das duas faces). As dimensões e tolerâncias foram mais bem definidas, com figuras ilustrativas e quadro com as características dimensionais para facilitar as medições feitas em laboratórios credenciados.

Outra alteração diz respeito à especificação das espessuras nominais e tolerâncias das chapas revestidas, o que acarreta maior padronização do mercado e impede a sobreposição de espessuras, assegurando mais garantia ao consumidor final. As normas estabelecem também a inclusão de figuras ilustrativas para verificação das características dimensionais e a exigência de ensaio de resistência à flexão para as telhas onduladas.

Fonte:

IBS

     
    M_in_noticia