GE inaugura Centro de Pesquisas

A GE do Brasil inaugurou na última quinta-feira (13) seu novo Centro de Pesquisa Global, na Ilha de Bom Jesus, Rio de Janeiro. Com um investimento que ultrapassa R$ 1 bilhão, o objetivo da unidade é desenvolver tecnologia de ponta, sobretudo para impulsionar o setor de exploração e produção de petróleo e gás offshore.


A abertura do Centro de Pesquisas – que ocupa uma área total de 24 mil metros quadrados, metade dela ocupada por laboratórios – mais uma vez destaca o compromisso da GE com o Brasil, a América Latina e a indústria global para o desenvolvimento de novas tecnologias aplicáveis em diversos segmentos estratégicos. A nova unidade faz parte da rede global de inovação da companhia e será fundamental para conceber tecnologias avançadas, voltadas à superação de grandes desafios mundiais em áreas como petróleo e gás, energias renováveis, aviação, transporte ferroviário e saúde.

A unidade, a primeira da GE na América Latina, vai abrigar progressivamente 400 pesquisadores até 2020 para atuar em parceria com os principais clientes da região - como Petrobrás, Statoil e BG Group – a fim de solucionar grandes desafios como a perfuração de poços de 12 km de profundidade e 160 km de distância da costa. Ou, por exemplo, o processamento de petróleo e gás a 3 km abaixo do nível do mar, imersos em um ambiente completamente escuro, onde a pressão é altíssima!

“Nosso novo Centro de Pesquisas no Brasil vai permitir que a GE desenvolva soluções locais para nossos clientes na América Latina e, ainda, exporte essas inovações para o mundo”, afirma Jeff Immelt, Presidente e CEO da GE, que está no Rio para a inauguração.

“Ao longo da última década, dobramos o nosso investimento em Pesquisa & Desenvolvimento e expandimos a nossa rede global de Centros de Pesquisas para atender às crescentes demandas por tecnologias dos nossos clientes. A partir daí, vimos oportunidades significativas de crescer ainda mais na América Latina”, completa Jeff Immelt.


Desenvolvendo tecnologia submarina em águas brasileiras

Uma das empresas que desenvolvem novas tecnologias de exploração de petróleo e gás em águas profundas é a norueguesa Statoil. A gigante do setor de energia recebeu recentemente novas permissões de exploração, a cerca de 160 km da costa brasileira. “As licenças são localizadas no setor de águas profundas da bacia do Espírito Santo, a uma profundidade de 2 km a 3 km, e, se tivermos sucesso, o desafio ainda será desenvolver a operação de maneira rentável”, afirma Magnus Bernt, da Statoil e encarregado pelas pesquisas em subsea da companhia no Brasil.

“A Statoil acredita que o conceito de fábrica submarina, de processamento aplicado e de altas tecnologias no fundo do mar, podem aumentar a recuperação do petróleo otimizando os gastos de capital”, completa Bernt.

Em 2008, a GE e a Statoil estabeleceram um acordo formal de cooperação para o desenvolvimento de tecnologia submarina. A Statoil decidiu, em 2009, iniciar as ações no Brasil, focadas em pesquisas sobre recuperação avançada de petróleo (Improved Oil Recovery), CO2, reservas de carbonato e tecnologias submarinas.

“Em parceria com a GE, estamos investigando oportunidades de colaboração tecnológica para a ‘fábrica submarina em águas profundas’, aproveitando as instalações de teste do novo centro de Pesquisa & Desenvolvimento da GE no Brasil”, explica Bernt.

Pesquisa em tecnologia: novas oportunidades estão por vir

A GE, junto a Petrobrás e ao BG Group, está avançando em projetos de pesquisa que buscam desenvolver as tecnologias e os equipamentos necessários para a transferência da produção da plataforma para solo marítimo.

Algumas das maiores oportunidades comerciais a na indústria petrolífera estão na exploração e produção offshore, principalmente nas camadas do pré-sal, que dominam as águas profundas do litoral brasileiro e abrangem grandes volumes de petróleo de alta qualidade. Atualmente, o processamento do petróleo e gás offshore é feito na superfície, em plataformas, geralmente localizadas a quilômetros de uma cabeça de poço. Isso limita a quantidade de petróleo e gás que pode ser recuperada, além de tornar mais caro o processo do que pode ser recuperado.

Com a fábrica submarina, algumas das funções de processamento da superfície são transferidas para o solo marítimo. Novas tecnologias, que utilizam bombas e compressores, aumentam a recuperação e possibilitam o desenvolvimento de campos de petróleo de maneira mais econômica e com menos emissões. Isso reduz os custos de capital e de operação, além de minimizar os riscos das plataformas com tripulação em alto mar.

Fonte: GE Imprensa / CIMM
19/11/2014

 

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