Steel Frame: Obra seca, rápida e limpa

Construção seca

Esse tipo de construção ainda é pouco utilizado no Brasil. Mas casas e prédios residenciais ou comerciais erguidos em linha de montagem reduzem desperdício de material e economizam tempo.

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Agilidade, controle do orçamento, organização do canteiro e desperdício próximo do zero são alguns dos méritos da construção seca. Então por que ela é pouco usada no país? "O brasileiro tende a achá-la menos sólida que a alvenaria", Afirma o arquiteto Alexandre Mariutti, diretor da Construtora Seqüência, de São Paulo, que há 15 anos se dedica ao steel frame. Se a ideia de pouca segurança vem do som oco produzido quando se bate nas paredes, é bom dizer que a ausência de tijolos não compromete a durabilidade nem o conforto térmico e acústico. "Os painéis oferecem isolamento superior ao de uma obra convencional e atendem a normas internacionais de desempenho", garante o engenheiro Caio Bonatto, da empresa curitibana Tecverde, adepta do wood frame. O que falta, acreditam os especialistas, é familiarizar o consumidor com as tecnologias. "Se não fossem resistentes, essas casas não seriam as preferidas dos americanos há mais de roo anos", avalia o engenheiro Roberto de Souza, diretor do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), consultoria paulistana especializada em construção civil. Otimista com o momento vivido pelo Brasil, o mercado aposta no aumento da demanda por sistemas pré-fabricados. "A industrialização é uma necessidade", opina Roberto.

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Construção a jato

Em 17 semanas (inclusos aí os 28 dias de cura da base de concreto), este refúgio de 82 m² na serra gaúcha estava pronto. Ele exibe armação do tipo steel frame, chapas metálicas e painéis de gesso e OSB. "Além de ágil, o sistema é leve, como desejavam os moradores", diz o arquiteto Luciano Andrades.

Steel frame

O mais usado entre os métodos de construção seca no Brasil emprega uma armação de aço galvanizado envolta numa combinação de painéis que podem ser cimentícios, de OSB, gesso acartonado e outros materiais similares. Mas, diferentemente do drywall, já conhecido do grande público, suas paredes têm capacidade estrutural, e não apenas de vedação. Os perfis, fabricados previamente, são dispostos a cada 40 ou 60 cm sobre uma laje radier de concreto (na maioria dos casos, o pouco peso da estrutura permite fundações menos elaboradas), formando um esqueleto unido por parafusos. Em seguida vêm as camadas de fechamento, por entre as quais passam encanamentos, fiação e um recheio de lã de rocha, de vidro ou de poliéster, responsável por reforçar o isolamento térmico e acústico. "O conforto pode ser ampliado conforme a necessidade. Basta aumentar o número de placas intermediárias e a quantidade de lã do miolo", afirma o arquiteto Marcelo Cançado, da construtora mineira Flasan. Com um calendário de execução bem ajustado, é possível levantar uma casa de 250 m² em apenas três meses num terreno previamente preparado. "E, como as peças chegam prontas e o canteiro se transforma em linha de montagem, a geração de entulho é mínima", completa o engenheiro civil paulista Everardo Ruiz Claudio, diretor da Wall Tech e da Casa do Drywall.

Fonte:

Revista Arquitetura e Construção
Fotos: Studio Paralelo
Divulgação: Eduardo Aigner e Leo Fonrado

     
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