Paulínia Rodoviária Shopping

Um projeto ousado que forma um complexo de lazer e serviços, diferenciado dos shoppings convencionais pela disposição das edificações e pela preservação da estrutura metálica dos antigos galpões industriais, construídos na década de 70 por empresas americanas.

O projeto para o complexo Rodoviário, de serviços e Comercial - que a prefeitura de Paulínia/SP desejava implantar numa área industrial desativada, próxima ao centro da cidade - previa a utilização do espaço anteriormente ocupado por instalações industriais, condicionando o projeto ao máximo aproveitamento das unidades fabris existentes e com a inclusão de novas edificações.

A localização privilegiada junto ao acesso à via Anhanguera e a proximidade com o centro de Paulínia, propiciaram a implantação de um Terminal Rodoviário, o Paço Municipal, uma Escola de formação de Professores, um Shopping-center, Café-Bar, Autocenter, e de várias outras edificações com finalidade comercial, prevendo-se ai toda gama de serviços, infra-estrutura e estacionamento para tal, fazendo com que este complexo suprisse a demanda de comércio e serviços existente hoje em Paulínia.

Todo o complexo faz parte de um plano urbanístico para a região que prevê ainda um parque temático, um centro de convenções, hotéis, condomínios, centro administrativo integrado e que já conta com um parque de eventos de grande porte (Parque Brasil 500) em pleno funcionamento.

Na implantação do complexo e tomando como base os edifícios existentes - e na obrigatoriedade da manutenção dos mesmos – optou-se por eleger um eixo viário exclusivo para os ônibus, e outra malha viária sem cruzamento com a anterior, para atender aos usuários em geral com todo conforto e segurança.

Uma das condicionantes da intervenção nos edifícios era de respeitar-se ao máximo as estruturas metálicas existentes dos antigos prédios fabris executados na época pela empresa Chicago Bridge (EUA) que, preservados, serviriam para manter a memória do desenvolvimento industrial da cidade de Paulínia.

Com base nesses critérios foi feita uma avaliação de cargas admissíveis nas estruturas de fundação e chegou-se à conclusão que o novo revestimento dos prédios deveria ser de material leve e térmico, que não acarretasse grandes esforços e conseqüentes reforços nas bases dos pilares metálicos existentes.

Para revestir os dois principais edifícios - shopping e supermercado- foram escolhidas as placas metálicas com recheio de polipropileno (isopor), que propiciaram inclusive uma considerável diminuição da carga térmica no sistema de ar condicionado.

Um dos edifícios mais interessantes que resultaram dessa intervenção foi o café-bar , criado a partir da construção que anteriormente era utilizada como forno de relaxamento de átomos de metais estampados e que, com uma pequena ampliação, resultou num edifício extremamente agradável para o novo uso, tornando-se símbolo da revitalização do complexo.

Todos os acessos ao empreendimento foram contemplados com guaritas de controle, em estrutura metálica plana e tubular visando manter o mesmo conceito das edificações principais.

O Shopping conta com uma cúpula de vidro central de 18,50m. de diâmetro, em estrutura metálica tubular, com vidros laminados de 12mm devidamente escolhidos pela performance térmica e de sombreamento necessárias ao local. (praça de alimentação)

Por fim é bom salientar a cobertura tensionada, executada em lona alemã, a maior do Brasil em área coberta (quase 3.000,00m²) destinada a abrigar o pavilhão anexo ao shopping que será destinado a eventos culturais públicos e abertos a toda comunidade (teatro, exposições, campanhas de vacinação, eventos esportivos, etc..)

O complexo torna-se exemplo de intervenção urbana, patrocinado pela municipalidade, visando fomentar o desenvolvimento de área degradada, gerando inúmeros postos de trabalho, reorganizando e redirecionando o zoneamento de comércio e serviços na malha urbana daquela cidade.

 



     
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