Light Steel Framing

O projeto pode ser considerado sustentável por consumir menos energia e emitir menos carbono na fase de implantação

Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) inaugurou em dezembro de 2013 o bairro Novo Plataforma, em Congonhas (MG), cidade onde a Companhia desenvolve uma grande operação de mineração. Ao todo, são 90 casas, subdivididas em duas tipologias: térreas com 85 m² e sobradadas com 160 m². Construídas para realocar a população localizada entre o Terminal Ferroviário Casa de Pedra e o Rio Maranhão, todas as residências têm em comum o uso do sistema construtivo Light Steel Framing (LSF).

A princípio, o projeto foi pensado para receber alvenaria. No entanto, diante da necessidade de agilizar a implantação e, principalmente, racionalizar materiais e mão de obra, optou-se pela construção seca. Assim, após instalar toda a infraestrutura urbana necessária, como ruas asfaltadas, eletricidade, redes de água e esgoto, a CSN deu início à obra, que levou cerca de dois anos para ser entregue. Executadas sobre fundação radier, as unidades receberam perfis de aço galvalume de 0,80 e 0,95mm com vedação externa em placas cimentícias com aplicação de manta hidrófuga.

A solução funciona como barreira climática e permite o trânsito da umidade entre as fibras da lã de vidro utilizada como proteção termoacústica, evitando assim, o acúmulo interno nas paredes.

Ao todo, foram construídas 90 casas de 85 m² e 160 m²

Segundo Eneida Jardim, Gerente Comercial – Marketing da CSN, inicialmente, os moradores da região tinham muitas dúvidas a respeito do sistema, pois a maioria sequer tinha ouvido falar sobre a tecnologia. "Fizemos algumas apresentações a fim de ilustrar passo a passo como seria a construção das futuras casas, com especificação de todos os materiais adotados", lembra. Entre os questionamentos estava a resistência estrutural e a possibilidade de queda das placas de fechamento. Depois de receberem um material explicativo e didático com alguns comparativos de obra, os proprietários conseguiram entender que as casas não correm esse tipo de risco, pois são executadas com materiais de alta qualidade e em conformidade com as normas.

Dado o volume de casas erguidas ao mesmo tempo, o projeto do bairro Novo Plataforma também pode ser considerado sustentável por consumir menos energia e emitir menos carbono na fase de implantação, se comparado aos métodos tradicionais como alvenaria.

Todas as unidades foram entregues aos moradores com acabamento completo: com pintura externa e interna, revestimento cerâmico nas áreas sociais e dormitórios, bem como com louças, metais sanitários e luminárias. Já para a cobertura, para não fugir dos padrões da região, a opção foi por telhas cerâmicas. Além disso, no momento da entrega das chaves, cada proprietário recebeu um manual explicativo de como proceder no caso de reparos nas instalações elétricas e hidráulicas,ou ainda durante eventuais ampliações.

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