Estádios e Cidades Sedes - Parte 2

 

 

Castelão

- Estádio Governador Plácido Castelo
- Fortaleza - CE
- Av. Alberto Craveiro, 2901, Castelão, 60861-211
- PROPRIETÁRIO: Governo do Estado do Ceará
- 100% concluído

Com pouco mais da metade das obras prontas após 2 anos e 3 meses, o consórcio terá dificuldade de entregar o estádio no prazo

Custo
- Previsão inicial: R$ 452 milhões
- Custo final: R$ 519 milhões
Prazo
- Previsão inicial: Dezembro 2012
- Data de inauguração: Dezembro 2012
- 64.846 lugares
- 1.900 vagas
- Imprensa 1.900 lugares
- Área Construída 155 mil m²
- Campo 105 m x 68 m
- Foi a primeira arena a ser oficialmente entregue, em 16/02 deste ano, mas apresentava áreas inacabadas, com cadeiras parcialmente fixadas e cabines de imprensa improvisadas.
- Castelão foi o primeiro estádio da copa do mundo de 2014 a ser entregue

A primeira entrega de obras de estádios para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 foi realizada ainda em 2012. Na ocasião a presidenta da República, Dilma Rousseff, descerrou a placa que simboliza o fim do período de reformas do Estádio Castelão, em Fortaleza, e afirmou que a arena traz orgulho a todos os brasileiros e mostra ao mundo a capacidade do país em realizar os grandes eventos esportivos dos próximos anos. A cerimônia, realizada na área externa do estádio, foi finalizada com uma apresentação do cantor cearense Raimundo Fagner.

O Castelão tem 63.903 assentos e recebeu investimento de R$ 518,6 milhões, sendo 351,5 milhões de financiamento federal. O estádio será sede de seis partidas da Copa do Mundo de 2014: quatro jogos na primeira fase, sendo um da Seleção Brasileira, e outros dois com cabeças de chave (D1 e G1), além de uma partida das oitavas de final e outra das quartas de final.

Para a Copa das Confederações da FIFA 2013, Fortaleza recebeu três jogos.

VLT Parangaba/Mucuripe – CE
Obras em andamento, 25% prontas. Governo ainda negocia desapropriações.

Espécie de metrô de superfície, o Veículo Leve sobre Trilhos de Fortaleza terá 13 km de extensão e 10 estações. Prevê seis obras de arte (quatro passagens subterrâneas rodoviárias, um elevado ferroviário e um viaduto rodoviário).

O objetivo do trajeto é melhorar o acesso do aeroporto ao centro da cidade, onde se concentram os principais hotéis da cidade.

As desapropriações estão em processo de negociação. Em obras desde abril deste ano, o modal está 21% de executado (informações de janeiro de 2013, via Secopa-CE).

- Custo: R$ 265,5 milhões
- Contrato: público (governo do Ceará)
- Construtora: Indefinida

Aeroporto Pinto Martins
- Obra iniciada em junho de 2012; 8% de execução até novembro de 2012
- Reforma e ampliação do terminal de passageiros, do pátio de aeronaves e adequação do sistema viário (1ª fase)
- Conclusão: dezembro de 2013.
- Custo: R$ 195,8 milhões
- Contrato: público (Infraero)

Fonte Nova

- Estádio Otávio Mangabeira
- Salvador - BA
- Av. Presidente Costa e Silva, Nazaré, 40050-360
- PROPRIETÁRIO: OAS/Odebrecht e Governo da Bahia
- 100% concluído

Custo
- Previsão inicial: R$ 591,7 milhões
- Custo final: R$ 689,4 milhões
Prazo
- Previsão inicial: Dezembro 2012
- Data de inauguração: Abril 2013
- 48.747 lugares
- 1.978 vagas
- Imprensa não informado
- Área Construída 126,5 mil m²
- Campo 105 m x 68 m
- Arena Fonte Nova une tecnologia de cinco países
- Além do conhecimento brasileiro, o projeto do estádio baiano contou ainda com participação de suíços, franceses, alemães e norte-americanos

A Arena Fonte Nova, localizada em Salvador-BA, ao contrário dos empreendimentos no Ceará e em Minas Gerais, foi totalmente construída – e não reformada. Por isso, é também um marco em termos de inovações em sistemas construtivos. A ponto de ser a primeira arena no mundo a receber Certificação Internacional de Qualidade ISO 9001 do Sistema de Gestão de Qualidade para o Escopo de Construção de Arenas Multiuso.

A certificação só foi concedida por que o estádio cumpriu metas ao longo de todas as fases da obra. A começar pela etapa zero de sua construção, que começou dia 29 de agosto de 2010, quando houve a implosão da edificação antiga seguida de reciclagem do material e de sua reutilização na própria construção. Além disso, a Arena Fonte Nova, para cumprir o cronograma de dois anos e sete meses, fez uso de várias tecnologias importadas, além do conhecimento brasileiro. O projeto, por exemplo, é dos arquitetos alemães Marc Duwe e Claas Schulitz.

Obras de Microacessibilidade (entorno)
Obras serão entregues até abril de 2013
Sem grandes obras de mobilidade urbana, governo da Bahia elaborou o projeto de microacessibilidade para a Arena Fonte Nova.
São dois viadutos e vias de escoamento de tráfego que farão a ligação direta com o estacionamento do estádio, melhorando a mobilidade na região central da cidade.

- Custo: R$ 12,5 milhão
- Contrato: público
- Responsável: Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia

Aeroporto Dep. Luís Eduardo Magalhães
- Duas das obras (pátio de aeronaves e torre de controle) estão sendo executadas dentro do cronograma
- Reforma e adequação do terminal de passageiros e ampliação do pátio de aeronaves.
- Conclusão: dezembro de 2013
- Ampliação do pátio de aeronaves.
- Conclusão: setembro de 2013
- Construção de nova torre de controle.
- Conclusão: dezembro de 2013
- Primeira obra foi licitada há pouco tempo e iniciou obras; as demais estão avançadas.
- Custo: R$ 47,61 milhões
- Contrato: público (Infraero)


Itaquerão

- Arena Corinthians
- São Paulo - SP
- Av. Miguel Ignácio Curi, 111, Itaquera, 08295-005
- PROPRIETÁRIO: Odebrecht/Corinthians
- 80% concluído

Ritmo das obras terá que ser acelerado. O atual estágio foi atingido em 24 meses de trabalho.

Custo
- Previsão inicial: R$ 820 milhões
- Custo final: R$ 820 milhões
Prazo
- Previsão inicial: Dezembro 2013
- Data de inauguração: Dezembro 2013
- 45.807 lugares
- 3.000 vagas
- Imprensa não informado
- Área Construída 189 mil m²
- Campo 105 m x 68 m
- O estádio receberá estruturas provisórias para aumentar a capacidade em 20 mil lugares e se tornar apto a receber o jogo de abertura do Mundial.

Com mais de 82% da obra concluída, estádio já tem gramado verde e está em fase final de construção.

A Arena Corinthians alcançou neste mês de julho mais de 82% de suas obras concluídas. Palco da abertura da Copa do Mundo de 2014, o estádio foi fotografado em um formato de 360º, sendo captado em várias imagens, e a Odebrecht, construtora responsável pela construção do local, divulgou a imagem interativa em sua página nesta terça-feira (23).

Em seu site voltado aos detalhes do andamento das obras do novo estádio, a Odebrecht Infraestrutura mostra, além da Arena Corinthians, algumas das principais áreas de cercam o local.

Na nova imagem divulgada, pode-se notar que a grama do estádio que receberá a Copa no ano que vem está praticamente pronta e que as obras de intervenção onde ficarão as arquibancadas móveis (atrás dos gols), também já estão em andamento.

Monotrilho Linha 17-Ouro do Metrô – SP
Projeto foi retirado da Matriz de Responsabilidades e não ficará pronto para Copa.
Projeto foi concebido para ligar o Aeroporto Internacional de Congonhas ao bairro do Morumbi (zona sul), conectando importante área hoteleira.

Com 17,7 km de extensão, trajeto vai integrar as linhas 1, 4 e 5 do metrô, e também linha 9 de trens da CPTM. Para 2014, apenas trecho de 7,7 km será inaugurado. O restante deve estar em funcionamento em 2016.

Contrato foi assinado em junho de 2011, mas obras começaram apenas em março do ano seguinte. Governo teve problema com a emissão de licença e a elaboração de projetos e estudos.
Custo: R$ 3,108 bilhões
Contrato: público (estado de São Paulo)
Consórcio Monotrilho Integração: Scomi, Andrade Gutierrez, CR Almeida e Montagens e Projetos Especiais

Aeroporto André Franco Montoro (Guarulhos/Cumbica)
Obras sob responsabilidade da concessionária em andamento
Ampliação e revitalização do sistema de pista e pátio (Concessionária).
Conclusão: dezembro de 2013.

Construção da pista de táxi e de saída rápida (Concessionária).
Conclusão: março de 2013.

Construção do 3° terminal de passageiros - fase 1 (Concessionária).
Conclusão: novembro de 2013.

Construção do terminal 4 - fase 2 (Concessionária).
Conclusão:  dezembro de 2012.
Terraplanagem do terminal 3 (Infraero)
Concluído
Sistema de Pista e Pátio (Infraero)
Concluído

Terminal de Passageiros 4 - fase 1 (Infraero)
Concluído
Custo: R$ 1,92 bilhões / Contrato: público-privado (Infraero: 503,4 milhões; Concessionária: R$ 1,42 bilhão)

Mané Garrincha

- Estádio Nacional Mané Garrincha
- Brasília - DF
- Complexo Poliesportivo Ayrton Senna , Asa Norte, 70077-000
- PROPRIETÁRIO: Governo do Distrito Federal
- 100% concluído

O mais caro!

Custo
- Previsão inicial: R$ 745,3 milhões
- Custo final: 1,566 bilhão
Prazo
- Previsão inicial: Dezembro 2012
- Data de inauguração: Maio 2013
- 70.064 lugares
- 8.557 vagas
- Imprensa 2.850 lugares
- Área Construída 218 mil m²
- Campo 105 m x 68 m
- As novas fundações para o estádio foram feitas simultaneamente com a demolição da antiga estrutura

Estádio de Brasília foi considerado pela Fifa como o mais bonito da Copa do Mundo de 2014 e consumiu 177 mil m³ de concreto.

O estádio Mané Garrincha foi eleito pela Fifa como o estádio brasileiro mais bonito, sob o ponto de vista arquitetônico, para sediar jogos da Copa das Confederações, que começa dia 15 de junho de 2013, e da Copa do Mundo, daqui a um ano. Boa parte da beleza da arena de Brasília está relacionada às estruturas de concreto que circundam a obra, seguindo projeto do escritório Castro Mello Arquitetos, em parceria com a SBP (Schlaich Bergermann und Partner) da Alemanha. No entanto, o plano original não previa a prevalência do concreto, mas do aço. Apenas com a interferência do governo do Distrito Federal, que financiou integralmente a construção, e quis privilegiar o material que transformou a cidade em referência mundial para a arquitetura – através das obras de Oscar Niemeyer, é que o concreto se impôs no Mané Garrincha.

Mané Garrincha: estruturas de concreto emprestam imponência ao estádio de Brasília.

O resultado é que a arena de Brasília, entre todos os 12 estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo, foi a que empregou o maior volume de concreto em sua construção. Houve um consumo de 177.096 m³. “Valeu a pena perseguir esse conceito na obra. Se perguntarem qual o meu estádio favorito, posso dizer que Brasília está na minha primeira lista, entre os 10 melhores do mundo”, revelou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, na visita técnica que aprovou o Mané Garrincha para sediar partidas da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. O empreendimento também rendeu elogios do governador do DF, Agnelo Queiroz. “A Castro Mello

Arquitetos criou um projeto que preservou os conceitos arquitetônicos que fizeram com que a cidade fosse reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade”, disse, ainda sonhando com a possibilidade de oestádio sediar a partida de abertura da Copa.

Construído predominantemente em concreto armado e com estruturas pré-fabricadas de concreto, o Mané Garrincha caminha para ser o primeiro a receber o certificado máximo de sustentabilidade: o Leed Platinum - reconhecimento internacional de que a obra é altamente sustentável. Atualmente, nenhum estádio de futebol no mundo possui essa certificação. O selo é concedido a empreendimentos que fazem uso intenso de materiais recicláveis e que empregam em suas estruturas fontes alternativas de energia. No caso da arena de Brasília, ela tem em sua cobertura 9,6 mil painéis fotovoltaicos com potencial de gerar 2,5 megawatts de energia. Isso a torna autossuficiente em produção de energia e capaz de ceder o excedente para a iluminação pública de seu entorno. Oestádio também tem a capacidade de armazenar 6,84 milhões de litros de água da chuva o equivalente a 80% da demanda para a irrigação do gramado e uso em vasos sanitários e mictórios.

A arena de Brasília empregou em sua obra o que há de mais moderno na construção civil nacional.

Com 70.846 lugares, o Mané Garrincha empregou 15 mil operários em sua construção e custou R$ 1,566 bilhão é, até agora, o estádio mais caro para a Copa do Mundo no Brasil. Para obter o retorno do que investiu, o governo do DF estuda abrir uma concessão para que a iniciativa privada assuma o controle da arena, gerando receita e atraindo eventos para a cidade. Porém, mesmo antes de uma eventual privatização, o Mané Garrincha já tem agenda fechada com eventos esportivos, culturais e congressos até 2019, além de atrações permanentes para o Distrito Federal, como dois restaurantes, 14 lanchonetes, 40 bares, um museu do futebol e centros comerciais ao seu redor.

VLT linha 1-trecho 1 (Aeroporto/Asa Sul) – DF
Projeto foi retirado da Matriz de Responsabilidades e não ficará pronto para Copa
Espécie de metrô de superfície, o Veículo Leve sobre Trilhos de Brasília terá 6,5 km, ligando o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek à Asa Sul da capital federal.
As obras começaram em 2009, mas foram suspensas em abril de 2011 pela Justiça do Distrito Federal, que consideou o processo de licitação fraudulento. Não foi lançada nova concorrência.
Por causa dos atrasos, o VLT não será concluído até a Copa do Mundo, mas a obra figura na lista de intervenções doPrograma de Aceleração do Crescimento (PAC).
Custo: R$ 276,9 milhões
Contrato: público (governo do Distrito Federal)
Construtora: indefinida*

Aeroporto Juscelino Kubitschek
Obras seguem o cronograma
Reforma e ampliação sul do Terminal de Passageiros (Fase 1), pátio de aeronaves, sistema viário e edificações complementares (Concessionária).
Conclusão: dezembro de 2013
Reforma do corpo central (Infraero)
Concluída em novembro de 2012
Módulo Operacional Provisório (Infraero).
Concluído em julho de 2012
Custo: R$ 650,4 milhões (Infraero: R$ 10,4 milhões; Concessionária: R$ 640 milhões)
Contrato: público-privado

Maracanã

- Estádio Mário Filho
- Rio de Janeiro - RJ
- Rua Professor Eurico Rabelo, Maracanã, 20271-150
- PROPRIETÁRIO: Governo do Estado do Rio de Janeiro
- 100% concluído

Custo
- Previsão inicial: R$ 932 milhões
- Custo final: R$ 1,2 bilhão
Prazo
Previsão inicial: Dezembro 2012
Data de inauguração: Junho 2013
- O maior!
- 78.639 lugares
- 328 vagas
- Imprensa 62.100 lugares
- Área Construída 240 mil m²
- Campo 105m x 68m

ESTÁDIO JÁ PRONTO PASSARÁ POR NOVOS “AJUSTES”
A Secretaria de Obras do Rio de Janeiro prorrogou até meados de agosto o contrato para a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Isso por que a arena, que já recebeu jogos da Copa das Confederações e oficialmente já estava pronta para o Mundial, passará por novos “ajustes” por mais 33 dias.

O Consórcio Maracanã Rio 2014, formado pelas empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, voltará a trabalhar na próxima terça-feira, dia 16. "O contrato está suspenso até o próximo dia 16, quando será prorrogado por 33 dias, para que sejam feitos ajustes, sem acréscimo de custos", informou a Secretaria de Obras.

Inicialmente, o Maracanã estava para ser entregue em dezembro de 2012. Após sucessivos atrasos, o prazo foi estendido até 24 de maio deste ano. Com a Copa das Confederações, no dia 21 de maio, o contrato teve que ser suspenso. Essa suspensão acabaria amanhã, para cumprir os três dias remanescentes do acordo. Contudo, mais 30 dias foram somados ao prazo final de entrega do estádio.

BRT Transcarioca (Aeroporto/Penha/Barra) –RJ

Obra começou em março de 2011; conclusão está prevista para dezembro de 2013

Corredor expresso de ônibus articulado, com 39 km de extensão. Fará a ligação da Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional do Galeão, passando pelo setor hoteleiro e por áreas nobres da capital fluminense.

O trecho passará por Jacarepaguá, Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha e Penha.

Obra enfrenta denúncia de violação aos direitos da moradia na desapropriação de parte dos 3,6 mil imóveis.

Custo: R$ 1,883 bilhão
Contrato: público (governo estadual do Rio de Janeiro)
Construtora: Consórcio Transcarioca (Andrade Gutierrez e Delta)
Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão)
Obras em andamento
Reforma do terminal 1
Conclusão: dezembro de 2013.
Reforma do terminal 2
Conclusão: julho de 2013.
Revitalização do sistema de pista e pátio.
Conclusão: outubro de 2013.

Custo: R$ 844,7 milhões
Contrato: público (Infraero)

Mineirão

- Estádio Governador Magalhães Pinto
- Belo Horizonte - MG
- Av. Antônio Abrahão Caram, 1001, São Luís, 31275-000
- PROPRIETÁRIO: Governo do Estado de Minas Gerais
- 100% concluído

Custo
- Previsão inicial: R$ 426 milhões
- Custo final: R$ 695 milhões
Prazo
- Previsão inicial: Dezembro 2012
- Data de inauguração: Dezembro 2012
- 62.547 lugares
- 2.670 vagas
- Imprensa 2.867 lugares
- Área Construída 209 mil m²
- Campo 105 m x 68 m
- Jogo inaugural foi marcado por problemas, como falta de estacionamento, de água e bares fechados. A Minas Arena, administradora do estádio, foi multada em R$ 1 milhão

- Mineirão usa usina fotovoltaica

Expectativa é de que a tecnologia funcione já na Copa das Confederações

O segundo estádio para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 a ser entregue, o Mineirão agora tem uma usina solar. A cerimônia de inauguração aconteceu na última semana e foi promovida pelo Governo de Minas e pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).

A usina do Mineirão tem uma potência instalada de 1,42 MWp, com cerca de seis mil módulos fotovoltaicos, sendo que toda a energia gerada será injetada na rede de distribuição da Cemig. Já a implantação da USF (Usina Solar Fotovoltaica) Mineirinho, que terá uma potência de 1,1 MWp, está em processo de elaboração de edital. Os empreendimentos fazem parte do Projeto Minas Solar 2014 da Cemig. Com essa potência, a usina será capaz de atender, aproximadamente, 900 residências de médio porte.

Para que a eletricidade chegue à rede de transmissão, haverá uma subestação de alimentação situada dentro do estádio. De toda a energia produzida, 10% serão utilizados pela Cemig e o restante abastecerá o próprio complexo. A previsão é de que a tecnologia já funcione durante a Copa das Confederações.

Modelo alemão
A iniciativa de se instalar uma central geradora de energia a partir dos raios do sol no Mineirão e no Mineirinho foi inspirada nos estádios de Freiburg, considerada a capital solar da Alemanha, e de Berna, na Suíça, e nos estádios solares construídos para a Eurocopa 2008.

No Mineirão, a usina começou a ser montada em dezembro do ano passado, com os trabalhos de preparação e impermeabilização da cobertura para a montagem das estruturas metálicas de suporte das placas fotovoltaicas. A usina contribuirá para que o Mineirão seja reconhecido como uma edificação sustentável e obtenha a certificação de Green Building.

“A instalação da usina solar do Mineirão honra um calendário de ações sustentáveis implementadas na obra de modernização do estádio desde as primeiras demolições até os dias de hoje. Cerca de 90% dos resíduos sólidos gerados com a obra, por exemplo, tiveram destinações socioambientais responsáveis, como a terra, o metal  e o concreto. É um privilégio ter em funcionamento a primeira usina solar dos estádios da Copa de 2014”, destaca Tiago Lacerda, secretário de Estado Extraordinário da Copa (Secopa).

Durante a obra, cerca de 75 mil metros cúbicos de concreto foram britados e reutilizados para pavimentação de ruas de municípios vizinhos, 250 mil m³ de terra foram aproveitadas em recuperação de áreas degradadas em cavas de mineradoras na Região Metropolitana e em outras obras do estado. Mais de 50 mil cadeiras foram doadas para ginásios e estádios do interior do estado e toda a sucata metálica foi destinada a usinas de reciclagem.

Dezoito mil metros quadrados de grama foram replantados no Plug Minas, no bairro Horto, com economia de R$ 130 mil para o estado. Além disso, foram implantados lava-rodas para limpeza dos caminhões na saída da obra para evitar sujeira no entorno do estádio, mas com um sistema ecoeficiente, com reaproveitamento da água por meio de caixas de decantação e bombas, com economia média de 18 mil litros de água por dia.

BRT Antônio Carlos/Pedro I – MG
Obras começaram em março de 2011 e seguem em andamento; duas etapas já foram entregues

O corredor terá 16 km e 25 estações, ligando o aeroporto de Confins ao Mineirão, à região hoteleira e ao centro de Belo Horizonte.

Em março de 2012, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais suspendeu a licitação para as obras da estação São Gabriel por conta de irregularidades no edital. O processo foi retomado e os trabalhos seguem em andamento. Segundo a prefeitura, em nenhum momento a intervenção foi interrompida. Atualmente, duas etapas do corredor foram entregues

Custo: R$ 588,2 milhões
Prazo: novembro/2013
Contrato: público (prefeitura de Belo Horizonte)
Consórcio: Andrade Gutierrez e Barbosa Mello (reestruturação da Antônio Carlos)
Consórcio Integração: Cowan e Delta (alargamento da Pedro I)
Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins)
Uma das obras foi cancelada e trocada por um projeto menor, um terminal remoto
Reforma e modernização do terminal de passageiros e adequação do sistema viário.
Conclusão: dezembro de 2013
Reforma e ampliação da pista de pouso e do sistema de pátios.
Conclusão: dezembro de 2013
Implantação do terminal 3, estacionamento de veículos e adequação do sistema viário (cancelado)
Situação: Infraero trocou projeto do terminal 3 por terminal remoto
Primeira obra respeitou cronograma e está no prazo (22% pronta). A segunda teve ordem de serviço assinada em fevereiro. A terceira foi substituída por um projeto menor e retirada do plano da Copa
Custo total: R$ 508,65 milhões
Contrato: público (Infraero)

Fontes:

Portal 24hs
Revista Grandes Construções
Copa 2014
Cimento Itambé

     

    Preço
    R$ 837,90
    à vista

    ou em até 10x de R$ 83,79

    M_in_noticia