Construções Metálicas: O uso do Aço na Construção Civil - Página 3

9.2. Exemplos de Esquemas de Pintura

10. Resistência ao Fogo

Todo material perde resistência mecânica quando exposto a ação de altas temperaturas, como as que ocorrem em situações de incêndio. Desta forma, o projeto estrutural deve antecipar esta possibilidade, evitando um possível colapso da estrutura e garantindo a segurança dos ocupantes desta e de edificações próximas, além de minimizar perdas econômicas.

10.1. Isenção

No Estado de São Paulo algumas edificações estruturadas em aço são isentas de proteção contra incêndio:

  • Edificações com área total menor ou igual a 750 m2;
  • Edificações com até dois pavimentos cuja área total seja menor ou igual a 1500 m2 e carga de incêndio específica inferior ou igual a 700 MJ/m2 excluindo-se museus, teatros, cinemas, auditórios, boates, restaurantes e clubes sociais.
  • Centros esportivos, estações de terminais de passageiros e construções provisórias (circos e assemelhados) com altura inferior a 23m, exceto as regiões de ocupação distinta;
  • Depósitos de baixo risco de incêndio (tijolos, pedras, areias, cimentos, metais e materiais incombustíveis) com altura inferior a 23m;
  • Garagens com ou sem acesso de público, e sem abastecimento, com altura até 23m, abertas lateralmente. Ressaltamos porém que é necessário consulta às Normas Brasileiras de Proteção ao Fogo, em especial a NBR 14323 (Dimensionamento de estruturas de aço de edifícios em situação de incêndio) bem como aos regulamentos do Corpo de Bombeiros de cada estado para certificar-se da isenção ou não de uma obra quanto a proteção ao incêndio.

10.2. Proteção

Existem dois tipos básicos de proteção: ativa (uso de sprinklers, alarmes, etc.) e passiva. A proteção passiva abrange aspectos de projeto da edificação (uso de portas corta-fogo, compartimentação dos ambientes, etc.) e a proteção dos elementos estruturais contra o fogo. A definição do tipo de proteção é feita na etapa de projeto, assegurando-se assim a especificação do material mais indicado para cada caso. Dentre os materiais mais comumente utilizados, podemos citar:

  • Argamassa de Asbesto: constituída de fibras de amianto com cimento. Aplicação por spray;
  • Argamassa de Vermiculita: argamassa de agregado leve, à base de vermiculita. Aplicação por spray ou com o uso de espátulas;
  • Mantas de fibras cerâmicas: utilizada como revestimento tipo contorno ou como revestimento tipo caixão;
  • Mantas de lã de rocha: utilizada como revestimento tipo contorno ou como revestimento tipo caixão;
  • Argamassa composta de gesso e fibras: aplicação por spray;
  • Concreto/Alvenaria: revestimento ou encapsulamento da estrutura metálica com concreto ou alvenaria;
  • Tinta intumescente: revestimento fogo-retardante, que submetido ao incêndio transforma-se em volumosa camada, parecida com uma esponja. É a solução ideal quando há intenção de se deixar a estrutura aparente. Aplicação por pintura.

Ficha Técnica:

Artigo elaborado pelo Arquiteto Roberto Inaba



     
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