Telhas de Alumínio: Conforto Térmico

Engº Luiz Valério de Paula Trindade

As edificações de uma forma geral (desde padrões mais simples até as mais sofisticadas) têm como uma de suas principais funções, proteger seus ocupantes da ação dos elementos da natureza.

Desde muito cedo o homem percebeu que precisava desenvolver alguma forma de abrigo para se proteger da natureza (tanto do clima propriamente dito quanto de seus perigos naturais), e assim tem sido por milhares de anos.

Contudo, embora a necessidade primária tenha permanecido praticamente a mesma ao longo do tempo, o mesmo não se pode dizer com relação às técnicas construtivas. Estas sim têm evoluído e muito.

No bojo deste processo evolutivo, observa-se também que as técnicas construtivas cada vez mais avançadas têm contribuído para que as edificações sejam não apenas meros abrigos contra os elementos da natureza, mas, sobretudo, locais dotados de algo muito importante: conforto ambiental.

No que diz respeito ao conceito de conforto ambiental é possível verificar que ele é composto de quatro pilares fundamentais: 1) conforto lumínico; 2) conforto acústico; 3) adequação ao uso; 4) conforto térmico.

O conforto lumínico consiste em propiciar condições adequadas de luminosidade (natural e artificial) no ambiente, de tal forma a não provocar desconforto visual para os ocupantes da edificação.

Similarmente ao conforto lumínico, o conforto acústico visa criar condições de atenuação de ruídos excessivos (sejam eles provenientes de fontes sonoras externas ou internas) que possam afetar negativamente os ocupantes do local ou até mesmo sua produtividade.

A adequação ao uso, por sua vez, diz respeito muito mais ao arranjo arquitetônico no interior da edificação de tal forma a compatibilizá-la da melhor forma possível de acordo com o tipo de atividade que será exercida em seu interior. Além disso, deve prever também meios de acessibilidade que permitam o livre trânsito de pessoas portadoras de necessidades especiais.

O quarto pilar, conforto térmico, consiste em dotar a edificação de barreiras adequadas para que não haja trocas de calor excessivas entre o meio externo e o interno.

Em virtude do Brasil ser um país de clima predominantemente tropical em grande parte do território nacional, a maior preocupação em termos de conforto térmico reside em propiciar meios de evitar e/ou atenuar a entrada de calor para o interior da edificação.

Diante deste contexto e, em se tratando de coberturas de alumínio, pode-se avaliar como elas podem contribuir na direção de gerar mais conforto térmico para os ocupantes de uma edificação.

As telhas de alumínio representam um dos componentes do sistema construtivo da edificação e seu desempenho favorável nesta relação dinâmica do conforto térmico é assegurada pelas propriedades intrínsecas do material.

Estas propriedades incluem a elevada refletância do metal (medida em 74%) que contribui para bloquear grande parte da radiação solar incidente sobre a cobertura da edificação.

Complementarmente a esta propriedade, cabe destacar também que o alumínio apresenta um fator de emissividade muito baixo (apenas 0,12). Isso significa dizer que em um dia ensolarado de verão, por exemplo, a quantidade de calor radiante sobre uma cobertura pode atingir até 1.200 W/m². No entanto, como a emissividade do alumínio é muito baixa, somente 144 W/m² serão transmitidos para o interior da edificação, ao passo que os demais materiais metálicos transmitem, pelo menos, 180 W/m² para o ambiente.

Em tempos de aumento de conscientização na busca de soluções construtivas cada vez mais sustentáveis, este fator possui elevado valor, pois é possível perceber muito facilmente que, por transmitir menos calor radiante para o interior da edificação, consequentemente, reduz-se também o gasto de energia elétrica com sistemas de climatização ambiental.

Portanto, na busca pelas melhores condições possíveis de conforto ambiental para o projeto de edificações, as telhas de alumínio seguramente representam uma solução bastante eficiente para elevar o seu nível de conforto térmico.

Fonte:

Assessoria de imprensa

 

 

     
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