Arena Pernambuco conquista certificação LEED

A Arena Pernambuco, palco de cinco jogos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, conquistou a certificação LEED® for New Construction na categoria Silver, versão 3.0.

O estádio, localizado em São Lourenço da Mata (PE), possui cerca de 99.000 m² de área construída, e contou com consultoria green building do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações, que participou desde o início da fase de projeto e modelagem sustentável da arena até a entrega das obras, atuando diretamente com os empreendedores, projetistas e construtora para a conquista da certificação LEED®.

A certificação concedida pelo USGBC (United States Green Building Council) avalia e reconhece soluções e tecnologias sustentáveis adotadas no processo de construção de um empreendimento, visando reduzir os impactos causados no meio ambiente durante toda a vida útil da edificação. Além disso, garante uma gestão consistente do empreendimento, embasada em políticas e processos de manutenção de equipamentos, na gestão de energia, água, resíduos, e serviços, como, por exemplo, limpeza e o paisagismo. O objetivo final é maximizar a eficiência operacional e minimizar os impactos ambientais.

“Foi desafiador para a equipe de projetos o desenvolvimento de uma edificação de alto desempenho ambiental como a Arena Pernambuco. Os resultados, no entanto, foram mais do que satisfatórios, foram excelentes”, comenta Juliano Silva, consultor de projetos sustentáveis do CTE.

Com a certificação, a Arena Pernambuco passa a ser reconhecida pela sua alta performance ambiental. Entre os destaques, estão: redução de 32% do custo operacional com consumo de energia, diminuição de 66% no consumo de água potável com a demanda de bacias e mictórios sendo abastecida com água de reuso, e 100% de economia de água potável para irrigação nas áreas de paisagismo.

A obra da Arena Pernambuco foi destaque entre as construções sustentáveis do país. “Apesar das condições desafiadoras inerentes à execução de um estádio de futebol, alcançamos resultados surpreendentes, principalmente os relacionados ao planejamento da construção, com a inclusão de controles ambientais e a otimização de recursos, mérito da equipe envolvida, integrada e dedicada”, ressalta Fábio Pozzer, coordenador de obras sustentáveis do CTE.

Terreno sustentável

Antes de iniciar as atividades de construção, foi desenvolvido um Plano de Controle Ambiental com o objetivo de diagnosticar as principais fontes de poluição e prever medidas para minimizar e controlar os impactos ambientais que poderiam ser gerados durante as diferentes etapas da construção, tais como: aproveitamento do solo orgânico retirado durante a terraplenagem; prevenção e controle de erosão e sedimentação,  controle de contaminação de solo e água, tratamento de dos efluentes, etc.

Foram recuperadas áreas degradadas do entorno do terreno em construção.

Vagas de estacionamento foram destinadas a veículos de baixa emissão e baixo consumo, a fim de incentivar e conscientizar quanto ao uso desses veículos.

Toda a cobertura da Arena foi feita com material de cor clara e alta reflexão solar para  reduzir o efeito de ilha de calor.

Uso racional de água

Houve a redução de 66% do uso de água potável para mictórios e bacias sanitárias. Adotaram-se dispositivos economizadores, como válvulas de descarga dual-flush, mictórios com vazão reduzida, além da utilização de águas não potáveis para abastecimento de bacias e mictórios.

O projeto de paisagismo da Arena foi desenvolvido com espécies nativas e adaptadas a fim de que não haja necessidade de irrigação dessas áreas, reduzindo o consumo de água.

Energia e atmosfera

Redução total no custo anual de energia de 32% comparado com o modelo de referência.

Instalação de usina fotovoltaica que gera energia renovável para consumo da Arena.

Instalação de sistema VRF com condensação a ar, apresentando redução de consumo energético com ar condicionado, devido à significativa redução na operação dos ventiladores, por exigir menor movimentação de ar quando comparado ao sistema CAG com fan-coils e caixas de VAV.

Utilização de sistema de iluminação eficiente, reduzindo em 41% o consumo de energia com iluminação interna.

Materiais e recursos

Foram previstas em projeto áreas de fácil acesso dedicadas à coleta e armazenamento de materiais para reciclagem, além de um Plano de Gestão de Resíduos que leva em consideração o entorno onde a Arena está implantada.

A quantidade (em volume) de resíduos desviados de aterros, durante a construção do estádio, foi de 90,33%, excluindo-se resíduos perigosos e solo.
25,31% (em massa) do custo total de materiais incorporados ao Estádio possuem conteúdo reciclado em sua composição

Aproximadamente 30% do custo de materiais utilizados foram provenientes de materiais fabricados e extraídos dentro de um raio de 800 km.

Qualidade do ambiente interno

Parâmetros de conforto térmico compatíveis com os parâmetros estabelecidos na norma ASHRAE 55.1 – 2004.

Medição rigorosa dos sistemas de fornecimento de ar, garantindo que, pelo menos, 30% a mais que o volume mínimo de ar necessário para manter a qualidade do ambiente interno seja fornecido aos ocupantes.

Proibição do fumo dentro da edificação e em até 8 metros de seus acessos, garantindo a qualidade do ar no ambiente.

Foi desenvolvido um plano de controle da qualidade do ar interno durante a construção, com o objetivo de reduzir as fontes de emissão de poluentes atmosféricos e promover o conforto e bem estar dos trabalhadores e usuários do Estádio.

Foram utilizadas tecnologias inovadoras durante a obra para atividades de lixamento do concreto, reduzindo o material particulado nestes ambientes.

 

Fonte:

http://www.cte.com.br

http://site.cte.com.br/noticias/2014-06-27arena-pernambuco-conquista-certificacao/

 

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