Aço: Solução para Habitações Populares

Um país de muitos sem teto. Pode-se assim julgar o Brasil. Hoje, o déficit habitacional, segundo fontes do próprio IBGE, é da ordem de 6 milhões de moradias. Tal fato, aliado a condições precárias de saneamento básico, higiene e até de dignidade, traz prejuízos seríssimos à saúde da população e aos cofres públicos. A cada dólar investido em saneamento básico, por exemplo, economiza-se 4 dólares em saúde.

Com a implantação de projetos habitacionais, segundo a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambientai, seção São Paulo, haverá a reordenação do espaço urbano, permitindo melhor qualidade de vida. Em grande parte este déficit deve-se ao alto custo de execução dos projetos habitacionais populares. Esforços estão sendo feitos no sentido de se conseguir construir mais, a custos menores e com maior velocidade, mas estes ainda são insuficientes.

Hoje, a principal linha de financiamento para população de baixa renda vem da Caixa Econômica Federal, mas os recursos são direcionados. Há somente alguns casos isolados de financiamento de projetos habitacionais populares no setor de construção metálica. A revista Construção Metálica tentou, por diversas vezes, ouvir assessores da instituição, para saber o posicionamento a respeito de projetos habitacionais de baixo custo, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Ao encontro destas necessidades, vários projetos de habitações populares vêm sendo desenvolvidos pelas principais usinas de aço do país.

Com o aperfeiçoamento dos processos e aumento da demanda, esses projetos chegam a ter um custo inferior em torno de 8% em relação a um projeto convencional. No passado, esse custo era superior em 30%.

Os sistemas industrializados de construção metálica expressam vantagens relativas à racionalização dos processos produtivos.

Do projeto, passando pela construção, até os acabamentos, cada item de composição da obra é analisado sob o ponto de vista da qualidade, ciclo de vida útil e reaproveitamento.

O custo pode ser reduzido por fatores como o alívio das fundações, redução do tempo de construção, maior qualidade do material utilizado e facilidade de expansão ou modificação da obra. A escolha do aço adequado pode permitir uma maior vida útil da edificação e eliminação de manutenção com pintura e limpeza, reduzindo também as despesas de conservação da obra.

Uma das empresas que aposta neste segmento é a Companhia Siderúrgica Nacional, CSN, com o sistema modular de construção, que utiliza chapas de aço galvanizado, dobradas a frio na forma de perfis estruturais. Esse sistema recebe revestimento em zinco, garantindo proteção adicional contra a corrosão e maior vida útil ao produto.

"O desenvolvimento do sistema modular CSN iniciou-se em 1997 com a proposta de trazer uma tecnologia bem sucedida em outros países e uma solução mais 

racional para a construção de residências e edificações leves, face ao enorme déficit habitacional brasileiro. Mais do que criar um novo negócio para a companhia, a promoção deste tipo de construção busca estimular empresas do segmento do aço e da construção civil a entenderem melhor a tecnologia e incrementarem seus negócios com uma solução inteligente e segura, resultando no aumento da demanda de aços planos. A prova de que isto está tendo os resultados esperados são os projetos que empresas como a Kofar e a Soufer estão colocando com sucesso no mercado", atesta Heuler de Almeida, da gerência de Marketing Laminados - GKL, da CSN.

Para a divulgação do projeto, a CSN mantém um curso que oferece a metodologia de montagem do sistema modular de construção CSN. Nele, é ensinada a montagem dos painéis modulares, aplicação do gesso acartonado, colocação das lâminas de vinil, o forro de PVC e as instalações hidráulica e elétrica.

As paredes são levantadas sobre um sócalo existente na laje, a partir de um canto externo. Parafusos fazem a fixação entre os módulos que são, em seguida, chumbados ao piso, por meio de parafusos com buchas de expansão. Concluída a montagem das paredes, parte-se para a colocação da estrutura do telhado, com caibros e ripas em aço.

O custo da construção é, em geral, mais barato que uma construção convencional equivalente, variando de 10% a 30% de redução. O da mão-de-obra também é bem menor que nas construções convencionais (35% a 40%, contra 50% a 55%).

Etapas de Montagem

Valendo-se dos processos tradicionais, prepara-se o terreno onde será construída a laje de piso e colocado o sistema de esgoto.Já com vãos de portas e janelas, as paredes chegam à obra prontas para montagem.

Elas são produzidas utilizando perfis de aço galvanizado fixados entre si por parafusos.Externamente, as paredes em aço permitem revestimento em vinil, eliminando a necessidade de pintura, ou ainda, revestimento em placas de fibrocimento ou gesso. No telhado podem ser utilizados desde as telhas de barro comuns, telhas em aço galvanizado, passando por alternativas como a manta asfáltica (shingles), entre outras.

Internamente, as paredes são revestidas com placas de gesso acartonado, fixadas nos painéis de aço por parafusos auto-atarraxantes É necessário o tratamento das juntas com massas e fitas. As paredes podem ser pintadas ou, no caso de áreas sujeitas a umidade, revestidas com azulejo, fórmica, ou outro material de revestimento.

Rede elétrica e tubulações de hidráulica e esgoto passam pelos espaços vazios das paredes, garantindo qualidade e rapidez.

Teto Para Minas Gerais

No Estado de Minas Gerais, um programa lançado pela Usiminas tem apresentado resultados satisfatórios e se tornado uma vitrine para a construção de 

habitações populares de baixo custo. Encabeçado pelo presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, o programa tem como meta melhorar o problema da moradia, com alta qualidade tecnológica e custo baixo.

Até o momento, a siderúrgica, em conjunto com a Secretaria de Habitação do Estado e a Cohab-MG, construiu 50 edifícios de apartamentos e estão em obras 1.300 unidades residenciais, que deverão estar prontas nos próximos dois meses.

O Grande diferencial dessas obras são os fechamentos feitos com mão-de-obra convencional ou totalmente industrializados, com a tecnologia denominada Lean Construction - um conceito universal da construção enxuta que racionaliza o uso dos insumos e baixa a energia contida na construção da unidade habitacional.

Como explica o gerente de Construção Metálica, Pedrosvaldo Caram, "alta qualidade, custo competitivo e rapidez fantástica de produção fez com que esse projeto para moradia popular encontrasse um grande eco nas áreas sociais do Brasil".

Hoje, há planos de expansão para outros Estados corno Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo.

Leveza na Obra

 Painéis modulares de aço são utilizados na montagem de paredes.

Para a Composição e ligação entre os módulos usa-se perfis 'U' simples, enquanto os perfis cartolas oferecem segurança e leveza necessárias para a montagem do telhado.



     

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